
Depois de dois anos de pesquisas e estudos, o Comitê Executivo da Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex) e parceiros finalizaram a documentação que busca a Indicação Geográfica de Procedência para o melão da região de Mossoró (RN).
O procedimento de produção adotado na área, encaminhado no último dia 28 de novembro ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), qualifica o produto para que ganhe novos mercados, como América do Norte e Ásia.
O Rio Grande do Norte é o maior produtor nacional de melão, com cerca de 250 mil toneladas por ano, e a região de Mossoró exporta 66% da sua produção para a Europa.
De acordo com Hulda Giesbrecht, analista de Acesso à Inovação e Tecnologia do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Indicação de Procedência “Melão de Mossoró” dará exclusividade e identidade ao produto. “Esse referencial de procedência também servirá para proteger a economia regional da concorrência ilegal ou desigual, que produz alimentos parecidos sem seguir os padrões que conferiram as características especiais ao melão”, disse.
Segundo informações do Inpi, o registro pode demorar até um ano para ser deferido.
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