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Ruas próximas ao local do desabamento são lavadas para liberação na segunda-feira

Funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro lavam neste domingo (29) as calçadas e fachadas dos prédios da rua Treze de Maio, no centro da cidade, onde três prédios desabaram na noite de quarta-feira (25). O secretário de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, disse que trabalha para devolver a tranquilidade às ruas e avenidas da região.

- A prefeitura quer nesse momento trazer de volta a normalidade para o centro do Rio. As equipes trabalham na limpeza e remoção dos escombros que ainda restaram.

O prefeito Eduardo Paes anunciou que as ruas e avenidas no entorno do local onde três prédios desabaram serão liberadas ao trânsito e pedestres na segunda-feira (30). Com fim das interdições de alguns edifícios, o tráfego será normalizado na 13 de Maio, na Senador Dantas e na Almirante Barroso.

O local do acidente foi isolado por tapumes. O estacionamento de veículos pesados será proibido na Treze de Maio. O prédio anexo ao Theatro Municipal e o edifício de número 6 da avenida Almirante Barroso permanecem interditados. Uma vistoria da Defesa Civil do Rio revelou que a construção vizinha ao edifício Liberdade, o mais alto que desabou, sofreu abalos em três pavimentos.

Empresa para catalogar pertences

Paes ainda que a prefeitura deve contratar uma empresa para fazer a separação dos documentos e objetos misturados aos escombros. Os entulhos estão sob proteção da Polícia Militar no terreno da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana), que fica em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ele contou que o trabalho de catalogação dos materiais só será realizado após a finalização das buscas pelos cinco corpos que ainda estão desaparecidos nos escombros. O prefeito lembrou que os entulhos ainda vão passar por uma perícia da Polícia Civil no inquérito que apura as responsabilidades criminais pelo desabamento.

- A prefeitura deve contratar uma empresa para fazer esse trabalho de separação. Já me reuni com a chefe da Polícia Civil para definir o momento para que as pessoas tenham acesso a esses materiais.

Câmeras de segurança para evitar furtos

A prefeitura instalou câmeras de segurança no terreno para onde são levados os escombros. O objetivo é preservar os objetos e pertences que estão misturados aos destroços e evitar possíveis furtos.

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada na sexta-feira (27), revelou que quatro funcionários de uma empresa que prestava serviço para a prefeitura estavam revirando objetos pessoais em meio aos escombros que foram levados para a zona portuária. Depois disso, a triagem inicial do entulho que era feita nesta região foi suspensa e todos os escombros passaram a ser levados direto para depósito da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde as câmeras de monitoramento foram instaladas.

O secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, disse que os quatro funcionários  foram identificados furtando os objetos já foram demitidos e terão que prestar esclarecimentos a polícia.

O desmoronamento deixou 17 mortos e cinco desaparecidos. O IML (Instituto Médico Legal) informou que quatro partes de corpos deram entrada no instituto na noite de sábado (28). De acordo com os peritos, não se sabe ainda se as partes compõe o corpo de uma mesma pessoa ou se pertencem a diferentes vítimas.

A tragédia

Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.

As causas da tragédia estão sendo investigadas. O prefeito Eduardo Paes, assim como alguns especialistas, minimizou a possibilidade de explosão. De acordo com avaliações preliminares de técnicos que trabalham no local, as causas teriam ligação com problemas estruturais.

A prefeitura informou que os três imóveis que desabaram estavam em situação regular e possuíam habite-se (ato administrativo que autoriza o início da utilização efetiva de construções ou edificações destinadas à habitação). O prédio de número 44 foi construído em 1940 e era constituído de 18 andares de salas comerciais, além de loja e sobreloja. Os imóveis de números 38 e 40 eram de 1938 e constituídos, respectivamente, por quatro andares de salas comerciais, e por dez pavimentos de salas comerciais, além de loja e sobreloja.

Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros.



Fonte: R7

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