A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal) divulgou, nesta quarta-feira (1º), um levantamento em que Alagoas figura entre os oito piores estados no tocante à remuneração (R$ 1.818,00) do policial militar. De acordo com o presidente da Assomal, o major PM Wellington Fragoso, argumenta que o baixo salário é consequência da ausência de investimento, 'sobretudo em pessoal', pelo Governo do Estado.
“É um absurdo, pois, isso também contribui para com a escalada da violência em nosso estado. Estamos atingindo os piores índices porque não se adota uma política salarial séria. Precisamos de mais policiais, mas é preciso também que se valorize quem já o é, já que a desmotivação reflete diretamente nesta situação alarmante que passamos a vivenciar", comentou o oficial.
Segundo o presidente da Assomal, Alagoas já chegou a figurar em situação bem mais confortável, entre os oito estados que melhor remuneram seus policiais. "Temos de aproveitar este momento para reivindicar melhorias à categoria", emendou Fragoso, destacando o fato de o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) já se encontrar em seu segundo mandato.
O militar lembra ainda, em junho do ano passado, a Assomal e outras entidades militares elaboraram documento - contendo várias reivindicações - entregue ao Executivo, por meio da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp). "Ainda não obtivemos nenhuma resposta", afirmou o presidente da Assomal, sobre as cobranças dentre as quais se encontra o pagamento das datas-base.
Na tarde desta quarta-feira, uma assembleia geral debaterá problemas relativos ao cotidiano dos militares, como o que diz respeito às escalas de serviço. "Também iremos discutir a necessidade de se buscar melhores condições de trabalho para o bombeiro militar", destacou Fragoso.
O Governo do Estado, por sua vez, garante investir maçiçamente em segurança pública, tendo destinado, somente em 2012, mais de R$ 2 milhões para a aquisição de viaturas e equipamentos. Já em dezembro passado, o Executivo - que, em 2011, concedeu reajuste de 7% aos servidores públicos estaduais, pondo fim à movimento grevista - autorizou a realização de concurso público para preenchimento de 1.530 vagas na área de Segurança, reportando-se, no entanto, aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quando questionado sobre a urgente necessidade de se reforçar o efetivo.
Sob protestos, o governador Teotonio Vilela assumiu ainda a convocação de mil concursados de reserva técnica (depois de a validade do certame ser prorrogada), apesar de ainda não ter conseguido cumprir uma das principais promessas de campanha, a de que contrataria mil policiais a cada ano de sua gestão.
Confira a lista dos estados, conforme levantamento apresentado pela Assomal:
1º - Brasília – 4.269,56
2º - Sergipe – 3.306,96
3º - Goiás - 2.989,85
4º - Tocantins - 2.850,00
5º - Mato Grosso - 2.739,33
6º - Santa Catarina - 2.577,99
7º - Bahia - 2.557,37
8º - Mato Grosso do Sul - 2.453,09
9º - Paraná - 2.438,39
10º - Minas Gerais - 2.245,91
11º - Rio Grande do Norte – 2.200,00
12º - Espírito Santo - 2.196,66
13º - Pernambuco - 2.100,00
14º - Maranhão – 2.037,39
15º - Amazonas - 2.028,00
16º - São Paulo - 2.015,40
17º - Rondônia - 1.965,13
18º - Amapá - 1.871,83
19º - Alagoas - 1.818,56
20º - Acre - 1.811,77
21º - Ceará - 1.606,01
22º - Paraíba – 1.534, 26
23º - Pará - 1.286,50
24º - Rio de Janeiro - 1.137,49
25º - Roraima - 1.122,38
26º - Piauí– 1.127,20
27º - Rio Grande do Sul - 966,20