
O secretário chefe da Casa Civil da Paraíba, Lúcio Flávio, em entrevista ao programa Rede Verdade da TV Arapuan, nesta quarta (8) rebateu as afirmações da reitora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) afirmando que existe diálogo constante com a universidade e criticou os representantes da instituição reclamando que ‘estão transformando a questão em palanque’.
Lúcio Flávio comentou que o diálogo com a UEPB é constante, garantiu que não apenas a secretária de Finanças do Estado, Aracilba Rocha, como ele mesmo já conversaram com a professora Marlene Alves. “Conversei com o vice-reitor Aldo Bezerra Maciel, recebi várias vezes as entidades representativas dos três segmentos lá. O próprio governador recebeu várias vezes”.
Ele criticou os representantes da Instituição afirmando que quando ‘algumas categorias não tem atendido o que eles querem, dizem que não tem diálogo. O dialogo é permanente, mas pressupõe que as duas partes alcancem um patamar de negociação’, diz.
A respeito da ameaça da reitora da UEPB acionar a justiça devido às declarações de Aracilba, o secretário afirmou: “Presumo que superada essa crise a professora Marlene não vá acionar na justiça porque isso não é bom nem para ela nem para a UEPB”
Para Lúcio Flávio, a UEPB vai receber mais recursos do que recebia ano passado, a UEPB é estratégica e fundamental para uma política de difusão da educação e da cultura na Paraíba, mas comentou que existem outras áreas que a UEPB precisa seguir as regras que outras instâncias do governo seguem.
O secretário alfinetou não apenas a reitora da universidade, Marlene Alves, mas também ‘outras pessoas que queiram transformar essa questão num palanque porque nós vivenciamos um ano eleitoral’. Ele destacou que é preciso deixar de fora do debate as paixões políticas, fora os palanques que algumas pessoas querem estabelecer com relação à UEPB. “A autonomia está garantida e destinamos mais de 10% de recursos com relação ao ano passado”, diz.
O secretário comentou que o debate governo/ UEPB é difícil, mas comentou que como professor vem acompanhando a questão da autonomia da universidade e garantiu que a lei de 2004 assegura um repasse de 3% da receita. “Para você ter uma idéia, no ano passado o governo repassou 4,34% e esse ano está previsto 4,77%, um aumento de mais de 10% em relação ao ano passado”, diz.
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