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Alunos do Campus IV desenvolvem projeto de reciclagem com material orgânico do Restaurante Universtário

Publicado em 28/05/2012 - 21:45
Professores e alunos do Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, em Catolé do Rocha, estão desenvolvendo um projeto onde a reciclagem do lixo orgânico do restaurante universitário é usado para adubação de mudas que serão utilizadas na arborização do Campus. Os resíduos orgânicos utilizados para fazer a compostagem são resto de leite, filtro de café usado, borra de café, cascas de frutas, iogurte, sobras de verduras e legumes.
 
A pesquisa é coordenada e orientada pela professora Fabiana Xavier Costa, tendo os alunos Ariones Clebson de Almeida, Disrael de Oliveira Basílio e Ricardo de Sousa Silva como orientandos.
 
O projeto é dividido em quatro etapas: a primeira é a feitura do composto organic; a segunda é a análise química em Laboratório do composto para saber a quantidade de macronutrientes e micronutrientes, inclusive para saber o percentual de matéria organic; a terceira é destinada a produção de mudas com utilização do composto orgânico como adubo; e a quarta é a arborização do Campus.
 
Confira como funciona o desenvolvimento do projeto

PASSO 1: o recipiente
Você deve ter um recipiente para colocar o material orgânico. Pode ser um pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde. Vale usar a criatividade com o que estiver ao seu alcance. Se der para reaproveitar algum recipiente, melhor ainda. É importante furar o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição) vai passar.
 
Um detalhe importante é que o chorume pode ser reaproveitado, pois, neste caso, é um fertilizante de alto potencial (já que é originado apenas de matéria orgânica). Você pode recolhê-lo e devolver à mistura da sua compostagem ou ainda jogar em plantas, diluído (anote a proporção: um copo de chorume para nove copos de água).
 
PASSO 2: a composteira
Embaixo do recipiente no qual você vai colocar o material orgânico, deve haver outro que vai “recolher” o chorume. Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use um calço – como pedaços de tijolo – para colocar em baixo da lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia. (A compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só).
 
PASSO 3: hora de colocar o lixo
Fazer compostagem não é só jogar o lixo orgânico de qualquer jeito e deixar que a natureza faça “o resto sozinha”. Existe um método para viabilizar, facilitar e acelerar a decomposição do material orgânico. O segredo é sobrepor os tipos de resíduos orgânicos, ou seja, o processo é feito em camadas.
 
O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio e carbono. Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. O que é nitrogênio? É o material úmido (o lixo, em si). O que é o carbono? É matéria seca, como papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e palha de milho. (Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo).
 
E pique bastante. Quanto menor estiver o material que você colocar (tanto o seco quanto o úmido), melhor. Comece com uma camada de material seco, depois coloque o material úmido. Depois coloque outra camada de material seco, umedeça-o um pouco e continue o processo. É importante que a última camada (a que vai ficar exposta) seja sempre seca, para evitar mau cheiro. Uma opção é colocar cal virgem por cima. Outro detalhe essencial é: não tampe a composteira. O material orgânico não pode ficar abafado.  Procure sempre manusear a sua composteira com luvas.
 
O que você pode usar: resto de leite; filtro de café usado; borra de café; cascas de frutas; sobras de verduras e legumes; iogurte;
 
O que você não pode usar: restos de comida temperada com sal, óleo, azeite e qualquer tipo de tempero; frutas cítricas em excesso, por causa da acidez; esterco de animais domésticos, como gato e cachorro; madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado; cinzas de cigarro e carvão; gorduras animais (como restos de carnes); papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta.
 
PASSO 4: espere, mas cuide
Depois que você montou toda a estrutura, é hora de dar tempo ao tempo. A primeira fase é de decomposição, quando a temperatura interna do material que está na composteira pode chegar a 70°C. Isso dura cerca de 15 dias. Nesse período, o ideal é não mexer. Depois, revolver o material é importante para fornecer oxigênio ao processo. Essas “mexidas” podem ser feitas de diversas formas: com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar – para outra lata, por exemplo.
 
Nesse ponto, você pode se perguntar: mas eu gero lixo orgânico todo dia. Posso jogá-lo na composteira diariamente? Melhor não. Você tem algumas alternativas. O ideal é acrescentar matéria orgânica cada vez que for “mexer” na sua composteira, ou seja, a cada 15 dias, mais ou menos. Nesse intervalo, guarde as suas cascas de frutas, verduras e o resto que for reaproveitável em um potinho na geladeira.
 
O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E , quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.


Fonte: Redação com Ascom

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