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Em protesto contra demissões, bancários fecharam 5 agências do Itáu em João Pessoa

Publicado em 12/06/2012 - 20:09

Os bancários continuam com os protestos contra demissões, rotatividade, assédio moral, metas abusivas, condições precárias de saúde, segurança e a terceirização no Itaú. Nesta terça-feira, 12 de junho, paralisaram as atividades de cinco agências na capital paraibana, em mais um Dia Nacional de Luta orientado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenado pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB).

Utilizando serviço de som, faixas e distribuindo carta-aberta à população, os bancários vão protestararam, denunciando à sociedade as atitudes da direção do Itaú, que vem dispensando milhares de pais e mães de família sem qualquer justificativa em todo o país, desde o anúncio da fusão com o Unibanco, em 2008.

"Apesar do lucro líquido de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, fechou 1.964 postos de trabalho, uma redução de 7,4% em relação ao mesmo período ano passado, o que acumula um corte de 7.728 vagas nos últimos 12 meses. Uma vergonha para a instituição financeira que mais lucra no Brasil!", extravasou Marcelo Alves, secretário geral do SEEB-PB.

Segundo dados do Dieese, o Itaú tinha 104.022 funcionários em março de 2011, diminuiu para 98.258 em dezembro e reduziu para 96.204 em março de 2012. Enquanto isso, outros bancos geraram empregos.

Por isso, os bancários estão realizando manifestações em todo o país, denunciando que a campanha de marketing “Vamos jogar bola” esconde a verdadeira face da instituição financeira. Quem vê a propaganda na mídia não imagina a dura realidade vivida pelos funcionários do banco feito para “demitir” você.

Segundo César Estrela, funcionário do Itaú e diretor de patrimônio do Sindicato dos Bancários da Paraíba as manifestações vão continuar até que o banco mude essa postura desumana. “Os bancários merecem respeito, pois somos nós que trabalhamos em condições desfavoráveis para produzir os lucros recordes. Portanto, não podemos aceitar calados que nos tirem a segurança, a tranqüilidade, a saúde, a paz, os direitos e os empregos sem esboçar nenhum tipo de reação”, concluiu.


Fonte: Ascom

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