P?ina Inicial
    Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009
Pesquisa
Pesquisar:  
 
Ciências e Tecnologia
Professor de Biologia da UEPB analisa ossos indígenas

O professor doutor Ronaldo Douglas Pereira do Rego, do Departamento de Biologia da Universidade Estadual da Paraíba, Campus V, em João Pessoa, finalizou, recentemente, uma série de análises envolvendo ossos humanos coletados no sítio arqueológico Pinturas I, do município de São João do Tigre (PB). As coletas foram feitas em abril deste ano, pela equipe de pesquisa do professor Juvandi Santos, do Departamento de História do Campus I.

De acordo com os estudos do professor Juvandi, os ossos integravam um cemitério indígena daquela região do Cariri paraibano, que vem sendo ameaçada pela depredação dos moradores circunvizinhos. Um dos objetivos do pesquisador é avaliar quantos indígenas podem ter sido sepultados no local e preservar parte da história da Paraíba.

Ainda este ano, uma equipe do Departamento de Odontologia do Campus I, chefiada pelo professor Alexandre Durval, analisou mostras dentárias coletadas no mesmo local. A iniciativa faz parte do amplo projeto de integrar várias disciplinas de graduação em torno do aprimoramento de uma mesma pesquisa.

Para Juvandi Santos, “a UEPB é a primeira universidade da Paraíba, e uma das poucas do Brasil, a realizar este tipo de trabalho. A Arqueologia é acima de tudo uma atividade interdisciplinar e temos conseguido envolver muitas disciplinas em torno desta pesquisa”.

Ossos humanos

No Campus de João Pessoa, as análises foram realizadas pelo professor Douglas Pereira, no Laboratório de Anatomia Humana. Ele contou com o apoio do laboratorista Antonio Pereira Formiga Junior e dos monitores Emannuely, Uádala Suele e Tiago Silva.

As análises concluíram que o número mínimo de indivíduos (NMI) do cemitério chega a 35, ou seja, podem ter sido sepultados no local mais de 35 indivíduos. A conclusão ocorreu com base na análise do osso temporal, que fica entre o ouvido e a mandíbula.

O professor Douglas explicou que, na pesquisa, “verificou-se que os ossos com maior quantidade de fragmentos encontrados foi o temporal, sobretudo de sua parte petrosa. O resultado já era esperado, pois esta região apresenta alta concentração de cálcio, permitindo sua maior resistência e durabilidade”.

Segundo ele, “o material coletado estava bastante fragmentado, com quase nenhum osso inteiro. Alguns ossos aparentavam tamanho reduzido, demonstrando serem de indivíduos de pouca idade ou até mesmo de outros mamíferos. Em virtude da alta fragmentação, deduzimos que vários dos pedaços podem pertencer a um mesmo osso, o que dificultou as estimativas quantitativas”.

Os resultados integrarão, juntamente com outras análises, a tese de doutorado do professor Juvandi Santos, que vem avaliando a existência de grupos indígenas na região do Cariri paraibano.



Fonte: Redação com Ascom
 
Últimas Notícias
 
Campina Grande
Mín.: 21ºC
Máx.: 29ºC
Canais
 
Enquete
O que você espera pra 2009?

   Paz
   Saúde
   Dinheiro