
A chuva que atingiu a cidade de Campo Grande (MS) no início da noite de sábado é a mais forte registrada desde 2005, segundo o setor de meteorologia da universidade Anhanguera. Danos como a abertura de crateras e destruição de vias provocaram prejuízos ainda "incalculáveis", informou a prefeitura local, que anuncia nesta segunda-feira se decreta ou não estado de emergência.
O meteorologia Natálio Abrão informou que choveu 88 mm num período de uma hora e meia, enquanto que em dezembro de 2005, caíram 83 mm de água em 33 minutos, o que significa 83 l de água por m².
O estrago maior causado pela chuva afetou os moradores de residenciais construídos aos arredores do shopping Campo Grande, área nobre da cidade. Os danos surgidos após a chuva teriam sido provocados, segundo o arquiteto Ângelo Arruda, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por falta de planejamento urbano e desrespeito ao Plano Diretor da cidade.
Ele disse que o volume de prédios erguidos próximos ao córrego Prosa, que atravessa a cidade de ponta a ponta, é um fator que ajuda a desmoronar barrancos e abrir crateras nas ruas.
As autoridades municipais dizem que o fator climático é a única causa dos estragos. Até o início da noite deste domingo, a equipe da Defesa Civil estadual avaliava se seria necessário retirar oito famílias que moram no residencial Cachoeirinha II, o mais próximo de uma cratera surgida após a chuva.
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