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Pesquisadores do Departamento de Biologia realizam estudo sobre a Flora de Inselbergs

Está em andamento no Departamento de Biologia da Universidade Estadual da Paraíba, instalado no Campus I, em Campina Grande, um grupo de estudos sobre a “Flora de Inselbergs”, encontrada no semi-árido do Estado. O projeto, que tem quase um ano de existência, objetiva a realização de um intensivo inventário florístico das áreas de inselbergs na Paraíba.

O termo “inselberg” é de origem alemã e significa ilha-montanha, constituindo monólitos graníticos (rochas isoladas que variam em tamanho e formato) ou gnáissicos (áreas comumente encontradas nas escarpas do Planalto da Borborema).

“Tais afloramentos são freqüentes na região da caatinga, representando áreas ecologicamente importantes para o estudo da relação da biota - conjunto de seres vivos, flora e fauna, que habitam ou habitavam um determinado ambiente geológico - nas escalas local e regional, haja vista abrigarem acentuada riqueza florística, ainda pouco estudada”, informou o coordenador da rede de estudos e integrante do Departamento de Biologia, professor José Iranildo Miranda de Melo.

Ele acrescentou que os inselbergs também podem ser encontrados em pontos da Caatinga de outros estados nordestinos, especialmente do Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN) e Pernambuco (PE).

O trabalho envolve a participação de nove estudantes de graduação, três estagiários voluntários, dois alunos do Programa de Iniciação Científica e dois do Curso de Mestrado em Ecologia e Conservação da UEPB.

A primeira etapa do projeto inclui algumas incursões aos inselbergs, localizados em diferentes municípios da Caatinga paraibana, para que seja realizado o reconhecimento e a coleta de material botânico nos locais estudados.
Com base nos resultados obtidos, serão traçadas diretrizes para a elaboração e execução de políticas públicas, visando à conservação da flora das ilhas de quartzito-arenito.
 
“Até o presente momento, a flora dos inselbergs é pouco conhecida e, por outro lado, muito ameaçada pela ação do homem, não apenas na Paraíba, como também em escala regional”, advertiu o professor.

Para ele, o risco de deterioração destas áreas pela ação humana é freqüente e ocorre principalmente porque os grandes blocos estão instalados em muitas áreas rurais e algumas urbanas, o que facilita o perigo de devastação e extermínio de novas espécies, que nem chegarão a ser catalogadas.

Com o objetivo de aprofundar as pesquisas e elaborar novas formas de manejo e conservação das espécies, José Iranildo vem verificando a possibilidade de integrar ao projeto da UEPB uma professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), oriunda do Campus de Patos, e um pesquisador da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

Isso possibilitará a ampliação da rede de estudos e obtenção de novos resultados que poderão ser registrados e comparados aos demais.

O grupo, que não tem data certa para encerrar suas atividades, mostra que ainda tem muito trabalho pela frente: “Temos dados para trabalhar por mais 10 ou 15 anos, ininterruptamente, podendo verificar novas regiões e integrar mais estudantes e pesquisadores, à medida que inventariarmos mais áreas”, finalizou o professor.


Fonte: Redação com Ascom

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