
A cidade de Campina Grande (PB) vai sediar, em breve, o que está sendo considerado o maior programa de inclusão social do Brasil, tendo como meta capacitar 9 milhões de pessoas e oferecendo 95% de garantia de emprego. O programa tem como base a atividade do petróleo, que hoje é responsável por 97% do PIB nacional. Todo o trabalho de capacitação será coordenado pelo Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços das Atividades Petrolíferas Interestaduais – SEPSAP-BR, sendo que
O trabalho de capacitação será feito durante 14 meses, bastando para tanto que o interessado tenha o segundo grau completo. Quem não tem poderá fazer o supletivo antes de ingressar no programa, que vai ser feito com base na convenção coletiva de trabalho 2009/2011, lei 5.811/72. O presidente do SEPSAP, Pedro Alves de Lima, disse que as pessoas capacitadas vão trabalhar no Brasil e no exterior, e terão além de salário, plano de saúde, transporte e seguro de vida. Grande parte dos trabalhadores vai atuar na refinaria de Abreu e Lima, em fase de conclusão e que deve entrar em funcionamento em breve.
Para conseguir pessoas para a capacitação a CGT e o SEPSAP-BR estão fazendo parcerias com várias entidades e órgãos de todo o Nordeste, já que será preciso muito espaço físico para colocar em prática as aulas e os ensinamentos do setor. Um grande esquema de divulgação sobre o fato está sendo montado e todos tomarão conhecimento de como vai funcionar o sistema e conhecerão os detalhes da capacitação e todas as vantagens do trabalho a ser implementado. Neste sentido Campina Grande vai ser o centro de todo o trabalho e vai comandar o programa para todo o Brasil e até para o exterior.
O setor petrolífero nacional hoje é o maior gerador de emprego, envolvendo cerca de 9 milhões de pessoas, só que falta capacitação para qualificar novos empregados e é justamente isso que a CGT vai oferecer, se tornando assim a maior central sindical do Brasil. A meta, segundo disse José Ivanil, é recuperar 30 anos de inclusão social em apenas 14 meses e para isso já existem verbas garantidas e disposição para colocar o plano em ação o mais rápido possível.
A SEPSAP-BR e CGT tomaram a iniciativa de implementar o trabalho por conta própria justamente porque não há interesse da classe política em participar da atividade, que pretende dar total independência ao trabalhador e não deixá-lo mais sujeito ao patrão. Além de gerar emprego e renda, a capacitação para o setor petrolífero vai dar cidadania ao trabalhador e garantir estabilidade social para sua família. Até mesmo os presos poderão ser capacitados e vão trabalhar no exterior, tendo assim uma chance real de mudar e melhorar de vida. O projeto vai atingir ainda os povos indígenas, os quilombolas e as pessoas que hoje moram e atuam na zona rural, disse o secretário executivo da SEPSAP-BR, pastor Valdeci.
A atuação do sindicato acontece nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Norte, Minas Gerais, Tocantins, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo. Todos os detalhes sobre o projeto em breve poderão ser conhecido no site WWW.sepsap.com.br, que está em fase de construção e está sendo feito por pessoas de Campina Grande, onde também será sediado.
A cidade foi escolhida para sediar o projeto por vários motivos, sendo um deles a sua localização geográfica e por abrigar universidades e centros de estudos e tecnológicos que hoje são exportados para o Brasil e até para o exterior. A ACI – Associação Campinense de Imprensa vai ser parceira no projeto, o mesmo acontecendo com a igreja. Nesta terça-feira (9) à tarde haverá uma reunião dos integrantes do programa com o bispo diocesano Dom Jaime Vieira da Rocha. A reunião está marcada para às 14h. O setor de biodiesel também faz parte do programa, conforme afirmou o presidente da Aprobio – Associação dos Produtores de Biodiesel da Paraíba, Helder Murilo.
Últimas notícias