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Assembleia Legislativa vai discutir a suspensão no tratamento de quimioterapia na FAP

A Assembleia Legislativa da Paraíba discutirá nos próximos dias em audiência pública o caso da suspensão de assistência aos novos pacientes portadores de câncer por falta de pagamento do SUS ao Hospital da FAP em Campina Grande. Foi aprovado de autoria do deputado Romero Rodrigues o requerimento de número 13.974/2010 solicitando a realização de audiência nesse sentido.

O deputado Romero Rodrigues manifestou a sua preocupação com a suspensão do tratamento de quimioterapia por falta de pagamento do SUS ao Hospital da FAP. Ele disse que recebe com preocupação e estarrecimento esta notícia, se fazendo necessária a adoção de providências em caráter de urgência no sentido de resolver este grave problema que atinge diretamente a população.

Pede a interferência dos gestores do Município, do Estado e do Governo Federal para liberar mais recursos para o Hospital atender os casos que necessitam de assistência. “Um ser humano povo não pode ser condenado a morrer com uma doença dessa em razão da burocracia de alguns”, destacou.

Assinalou que “o câncer não espera a burocracia resolver os problemas existentes. A questão é séria e merece a preocupação e a adoção de medidas em caráter de emergência por quem de direito. O Hospital da FAP suspendeu o tratamento de quimioterapia para novos pacientes em Campina Grande, e indagamos se as pessoas estarão condenadas a morrer com uma doença tão grave, em razão dos atos burocráticos e da insensibilidade de alguns”.

Segundo o diretor do Centro de Cancerologia do Hospital da FAP, médico Rogério de Assis, o problema que está acontecendo se chama teto financeiro, e os recursos que são destinados do SUS para esses pacientes é limitado. Em relação especificamente à quimioterapia, nem todos os procedimentos estão sendo pagos pelo SUS. “Então, tivemos que fazer uma paralisação, uma suspensão no atendimento das primeiras vezes. O atendimento ao paciente de quimioterapia que já vinha se tratando, vai continuar”, asseverou.

Ele acentuou que, devido ao aumento na incidência de casos de pessoas com câncer, está havendo um aumento no número de pacientes que procuram à unidade em busca de tratamento.

Disse o Hospital está funcionando normalmente em todos os serviços prestados, mas o problema está na área de quimioterapia, em razão da FAP não está recebendo o equivalente aos serviços prestados. Em um mês, 29% dos atendimentos nessa área não foram pagos ao hospital.

O médico disse ainda que o hospital foi alertado pela Secretaria de Saúde sobre não haver possibilidade de pagamento dos atendimentos acima do teto estabelecido pelo SUS na área de quimioterapia.



Fonte: Redação com Ascom
Imagens: Arquivo

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