Os vereadores da bancada do PSDB na Câmara Municipal de João Pessoa que defendem candidatura própria do partido no pleito de outubro e o nome do senador Cícero Lucena como candidato natural da legenda, reagiram com indignação e perplexidade às declarações do deputado Rômulo Gouveia que criticou asperamente, através da imprensa, a pretensão do presidente da executiva estadual do PSDB e sugeriu que Cícero deixe o comando do partido.
Os vereadores Marcos Vinicius, Hervázio Bezerra e Luís Flávio consideraram as declarações do deputado Rômulo Gouveia grosseiras e descabidas e que não estão a serviço do partido. “Nós estranhamos o comportamento do deputado. Parece que não é a voz do dono”, alfinetaram.
Os parlamentares lembram que, enquanto Cícero lutou nas duas campanhas de Rômulo para prefeito de Campina Grande, se doando de corpo e alma, o prefeito Ricardo Coutinho estava do outro lado, apoiando Veneziano (PMDB) contribuindo para a derrota do deputado. “O senador Cícero Lucena sempre se portou com retidão em defesa do PSDB e que não merecia ser tratado de forma injusta, inconsequente e irresponsável como vem fazendo Rômulo”, lamentam.
- O senador Cícero Lucena sempre tratou a todos de forma respeitosa e mesmo tendo o contraditório dentro do partido no que se refere a sua pré-candidatura ao governo do estado, nunca se recusou a participar de qualquer reunião solicitada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, pelo deputado Rômulo Gouveia ou outro filiado, disseram ao afirmar que Cícero sempre respeitou as opiniões políticas contrárias às suas e, em sendo assim, nunca partiu para o ataque à nenhum companheiro.
De acordo com o vereadores, ao defender a candidatura do prefeito de João Pessoa, Rômulo Gouveia age como um avestruz que esconde a cabeça em um buraco para não ver o que está a sua volta. “Como chamar Ricardo Coutinho de líder ou comandante se o seu próprio exército está esfacelado”. Os tucanos lembram que recentemente o prefeito de João Pessoa perdeu toda a sua bancada na Câmara Federal (Marcondes Gadelha e Manoel Júnior) e na Assembléia Legislativa (Guilherme Almeida, Leonardo Gadelha, Carlos Batinga, Expedito Pereira e Nadja Palitot), indagaram..