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SEPSAP formaliza convênio com igreja e ACI em Campina Grande

Continua avançando em Campina Grande (PB) o projeto que vai capacitar 24 milhões de pessoas para trabalhar no setor petrolífero e que vai dar 95% de garantia de emprego no Brasil e no exterior. Na tarde desta terça-feira o bispo diocesano Dom Jaime Vieira da Rocha esteve recebendo a visita dos responsáveis pelo programa e formalizou parceria que será firmada através de convênio para a cessão de um prédio da Diocese para ser usado na ministração de alguns dos 95 cursos que serão aplicados durante a capacitação.

Dom Jaime recebeu em audiência o presidente do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços das Atividades Petrolíferas Interestaduais – SEPSAP-BR, Pedro Alves de Lima, o presidente da CGT/PB – Central Geral dos Trabalhadores, José Ivanil Gonçalves de Lima, o presidente da Aprobio – Associação dos Produtores de Biodiesel, Hélder Murilo e o secretário geral da SEPSAP, pastor Valdeci. 

Na oportunidade foram revelados ao bispo todos os detalhes do projeto, que já tem verba própria em torno de R$ 87 bilhões para ser usado durante um período de 14 meses e que vai resgatar cerca de 30 anos de atraso sócio-econômico-cultural do povo nordestino. Ao ser informado sobre o assunto o bispo aceitou a idéia e a considerou muito importante e louvável, especialmente por gerar emprego e renda para a região, aproveitando as pessoas do setor que hoje são substituídas no trabalho por gente de outros estados e até do exterior, exatamente por falta de qualificação profissional. 

Da mesma forma os responsáveis pelo projeto estiveram ainda na terça-feira à noite reunidos com a diretoria da Associação Campinense de Imprensa – ACI, quando a entidade também foi informada sobre os detalhes do programa e aceitou formalizar convênio para uso da sede como local de realização dos cursos. Vale salientar que não haverá custo algum para quem ceder um espaço físico para os cursos, já que, ao contrário, haverá pagamento de 10% do valor de cada curso por aluno, tão logo ele seja concluído. 

O programa tem como base a atividade do petróleo, que hoje é responsável por 97% do PIB nacional. Todo o trabalho de capacitação será coordenado pelo Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços das Atividades Petrolíferas Interestaduais – SEPSAP-BR, sendo que em Campina Grande quem vai comandar o trabalho no setor sindical é a CGT, enquanto que a Aprobio ficará responsável pela realização dos cursos. 

O trabalho de capacitação será feito durante 14 meses, bastando para tanto que o interessado tenha o segundo grau completo. Quem não tem poderá fazer o supletivo antes de ingressar no programa, que vai ser feito com base na convenção coletiva de trabalho 2009/2011, lei 5.811/72. Quem for capacitado vai trabalhar no Brasil e no exterior, e terá além de salário, plano de saúde, transporte e seguro de vida. Grande parte dos trabalhadores vai atuar na refinaria de Abreu e Lima, em fase de conclusão e que deve entrar em funcionamento em breve. 

Para conseguir pessoas para a capacitação a CGT, SEPSAP-BR e Aprobio estão fazendo parcerias com várias entidades e órgãos de todo o Nordeste, já que será preciso muito espaço físico para colocar em prática as aulas e os ensinamentos do setor. Um grande esquema de divulgação sobre o fato está sendo montado e todos tomarão conhecimento de como vai funcionar o sistema e conhecerão os detalhes da capacitação e todas as vantagens do trabalho a ser implementado. Neste sentido Campina Grande vai ser o centro de todo o trabalho e vai comandar o programa para todo o Brasil e até para o exterior.

O setor petrolífero nacional hoje é o maior gerador de emprego, envolvendo cerca de 9 milhões de pessoas, só que falta capacitação para qualificar novos empregados e é justamente isso que o programa vai oferecer. A SEPSAP-BR, CGT e Aprobio tomaram a iniciativa de implementar o trabalho por conta própria justamente porque não há interesse da classe política em participar da atividade, que pretende dar total independência ao trabalhador e não deixá-lo mais sujeito ao patrão.  

Além de gerar emprego e renda, a capacitação para o setor petrolífero vai dar cidadania ao trabalhador e garantir estabilidade social para sua família. Até mesmo os presos poderão ser capacitados e vão trabalhar no exterior, tendo assim uma chance real de mudar e melhorar de vida. O projeto vai atingir ainda os povos indígenas, os quilombolas e as pessoas que hoje moram e atuam na zona rural. 

A atuação do sindicato acontece nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Norte, Minas Gerais, Tocantins, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo. Todos os detalhes sobre o projeto em breve poderão ser conhecido no site WWW.sepsap.com.br, que está em fase de construção e está sendo feito por pessoas de Campina Grande, onde também será sediado. O site deverá ser lançado ainda este mês num grande evento na cidade. 

A cidade foi escolhida para sediar o projeto por vários motivos, sendo um deles a sua localização geográfica e por abrigar universidades e centros de estudos e tecnológicos que hoje são exportados para o Brasil e até para o exterior.



Fonte: Redação com Ascom

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