
De acordo com Carvalho, a depressão pós-parto é um mal que atinge milhares de mulheres em todo o mundo, necessitando da ajuda de profissionais da área psicológica e até psiquiátrica para o tratamento.
Ele lembrou pesquisas científicas internacionais, segundo as quais de todas as novas mães existentes 5% e 25% sofrem algum tipo de depressão pós-parto. Normalmente, elas encontram dificuldades de suprir as necessidades do bebê e, às vezes, de formar um laço afetivo com ele. No Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, o trabalho realizado pelas psicólogas ajuda a combater este mal.
A coordenadora do Setor de Psicologia da maternidade, Renata Prado, diz que os casos são comuns e que o Isea oferece um atendimento especial às futuras mães, tratando o mal com escutas psicológicas semanais, entre outros tratamentos adequados. O trabalho consiste na aplicação de métodos específicos, levando-se em conta a situação da paciente. No caso do atendimento ambulatorial, a maioria das assistidas é encaminhada pelos Programas de Saúde da Família (PSFs) do município quando o quadro clínico é diagnosticado precocemente pelos médicos que realizam o pré-natal.
Para o acompanhamento ambulatorial na maternidade, as pacientes grávidas passam por uma triagem e, dependendo do diagnóstico, o tipo correto de tratamento é indicado. "No ambulatório podemos atender casos em que a escuta seja suficiente para melhorar o estado emocional da mulher e evitar que os sintomas se transformem na depressão. Já obtivemos resultados maravilhosos com essa metodologia", explica Renata. Já nos casos que dependem de medicação psicotrópica - quando os sintomas já representam um certo desequilíbrio mental - as mães são encaminhadas para uma unidade Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde são acompanhadas e tratadas por um psiquiatra.
Conforme o vereador Fernando Cabral, para que o tratamento seja eficaz, a psicóloga comenta que além do diagnóstico médico, a observação de sintomas estranhos nas grávidas, por parte da família é de fundamental importância. Isso, porque a maior parte das mulheres que desenvolvem depressão pós-parto e começa a apresentar indícios logo nos primeiros meses de gestação. A rejeição à gravidez é um dos mais comuns e tem várias causas, que vão desde um problema de saúde, um descontrole emocional a problemas externos, como por exemplo, um relacionamento desequilibrado.
A psicóloga Renata Prado afirmou que o comportamento da mulher em casa ou no trabalho pode revelar que ela está começando a desenvolver uma depressão e quem convive com ela pode tentar ajudar, buscando os serviços especializados ou conversando com a grávida para incentivá-la a procurar o Isea.
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