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Polícia Comunitária: Uma nova cara para nossa polícia

Certamente em algum lugar você já ouviu falar em “Polícia Comunitária”, mas surgem algumas perguntas: Como é? O que faz? Como funciona? Será que pode acontecer? Para responder esses questionamentos, escrevemos esta coluna.

Com o passar do tempo, as polícias, com o desejo de melhorar o policiamento, adotaram a modalidade de policiamento motorizado - as Rádio Patrulhas. Dessa forma, aquele policial que trabalhava a pé, na sua rua, que você o chamava pelo nome, aos poucos desapareceu e, com isso, as comunidades se sentiram sozinhas e desprotegidas.

As pessoas passaram a sentir uma maior sensação de insegurança, aumentando o medo do crime em todos os lugares, levando-as a viver completamente isoladas e trancadas em suas próprias casas, surgindo assim verdadeiras fortalezas de muros instransponíveis, cerca elétrica, olho mágico, circuito fechado de TV, etc. É hora de pensar em ações policiais mais eficazes no enfrentamento da violência.

Polícia Comunitária é polícia de proximidade, ou seja, que está sempre por perto das pessoas, conhecendo suas necessidades e problemas, convivendo dia a dia na rua, no bairro. Polícia que ajuda, polícia que protege, educa e não existe sem que as suas ações sejam planejadas em conjunto com a comunidade, porque todo plano de segurança deve ser feito partindo da vontade e das necessidades de cada comunidade.

Esta comunidade é representada no Conselho de Segurança de Bairro, pelo seu líder comunitário, que foi escolhido e eleito no bairro que representa. Por sua responsabilidade participa das "reuniões mensais" dos Conselhos de Segurança de Bairros, com o fim de aperfeiçoar os planos de segurança e avaliar em conjunto o que já foi feito na comunidade.

 

A Polícia Comunitária existe com a preocupação constante de criar um ambiente comunitário que leve conforto às pessoas, a exemplo de pensar na melhor utilização de espaços públicos como praças e parques; ter o livre passeio de pedestres, etc. Uma polícia que pensa na qualidade de vida das pessoas.

 

Quem conhece o tema, logo deseja e acredita que isso é possível acontecer. Todos os estudos de polícia na atualidade, tanto no Brasil como também em muitos países com características e problemas de segurança pública parecidos com os nossos, apontam para a adoção da filosofia de Polícia Comunitária, como modelo comunitário de segurança cidadã.

 

Como filosofia, não é uma nova polícia, não é uma forma mágica de mudar as coisas, mas sim, uma nova maneira de pensar o mister da polícia, uma nova cara para o serviço policial.

 

O Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Brisolla Balestreri, por exemplo, demonstra em seus pronunciamentos que acredita, deseja e se esforça, para que a Polícia Comunitária seja uma realidade urgente em todo o Brasil.



Fonte: Por: Capitão Edgar Ferreira Monteiro

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