
"Pedimos medidas adicionais e esperamos dos paquistaneses que as tomem", declarou Hillary à BBC.
A secretária de Estado assinalou que Washington e Islamabad "aumentaram a cooperação na luta antiterrorista".
"Mas não cabe nenhuma dúvida, na mente de ninguém, de que se a origem de um atentado contra os Estados Unidos for rastreada e levar ao Paquistão, isso terá um impacto devastador para nossa relação", advertiu.
O atentado fracassado da Times Square em maio, em Nova York, do qual foi acusado o paquistanês Faisal Shahzad, foi reivindicado pelo grupo talibã do Paquistão, Tehrik-e-Taliban (TTP).
Durante sua visita ao Paquistão, a chefe da diplomacia americana prevê tratar de segurança e anunciar uma série de programas sobre água e energia, dois setores deficientes nesse país pobre e instável, aliado de Washington na luta contra o terrorismo.
Na terça-feira, Hillary participará de uma conferência de países doadores para o Afeganistão que será realizada em Cabul.
No início da viagem, funcionários da secretária de Estado elogiaram a ampliação e a melhora das relações dos EUA com o Paquistão, caracterizadas durante anos por desconfianças mútuas.
Do lado paquistanês, o Ministério das Relações Exteriores cumprimentou no sábado a visita que "ajudará a dar um maior impulso" à relação bilateral.
Hillary reuniu-se no domingo com o primeiro-ministro Yusaf Raza Gilani e com o presidente Asif Ali Zardari. Na segunda-feira, participará de uma reunião de "diálogo estratégico" entre Washington e Islamabad.
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