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A cura através da fitoterapia

O Prof. Climério Avelino de Figueiredo ministra hoje (terça-feira, 20) um minicurso de fitoterapia. A aula começa às 14h e está inserida na programação do 40º ECEM – Encontro Científico dos Estudantes de Medicina. O minicurso sobre fitoterapia será na sala 07 do Centro de Ciências Jurídicas, Campus I da UFPB.  

O ministrante Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (1984), graduação em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (1989), graduação em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (1991) e mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997). Tem residência médica em Medicina Preventiva e Social e Psiquiatria. Possui especialização em Homeopatia. Atualmente é professor Adjunto II, da UFPB e ministra aula nas disciplinas Fitoterapia e Fundamentos da Homeopatia. Atua nas áreas de Fitoterapia, Homeopatia e Medicina Tradicional Chinesa.   

Sobre a Fitoterapia: 

Ao longo da história, o homem sempre buscou a superação dos seus males. Inúmeras etapas marcaram a evolução da arte de curar. Porém, é difícil delimitá-las com exatidão, uma vez que a arte de curar esteve, por muito tempo, associada às práticas mágicas, místicas e ritualísticas.  

Em todas estas etapas, as práticas de cura utilizaram as plantas medicinais.

Inicialmente, o homem se preocupou com o alívio imediato dos sintomas das doenças, principalmente a dor e, posteriormente, se dedicou ao entendimento do funcionamento do organismo, na saúde e na doença. E para curá-lo, utilizava-se daquilo que a natureza oferecia, com destaque para a utilização das plantas. 

Usadas com finalidades místicas ou não, ao longo do tempo, as plantas adquiriram respeitabilidade em todas as civilizações pela demonstração do seu potencial terapêutico no processo saúde-doença, bem como de suas propriedades tóxicas. 

No Brasil, a Fitoterapia chegou ao século XX como a terapêutica mais usada, apesar do declínio acarretado pelo surgimento do conhecimento biológico. Esse período foi marcado pela prosperidade econômica impulsionada pela cultura do café, pela grande imigração de europeus, pelo aumento da urbanização, pelo incremento da exportação e pelo início da industrialização. Tudo isto levou ao agravamento da situação sanitária das cidades, provocando o surgimento das grandes endemias e epidemias. Neste novo contexto econômico, sanitário e científico o uso de plantas não era mais adequado. 

O desencanto com o medicamento sintético estava inserido no contexto do desencanto com a sociedade tecnológica e capitalista que havia criado a expectativa de que a tecnologia traria facilidades e abundância para todos. Isto fez com que ocorresse a busca por uma vida natural, tendência esta que se consolidou nas décadas seguintes, levando ao ressurgimento e ao fortalecimento da Fitoterapia, no mundo todo.



Fonte: Redação com Ascom

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