
A onda de frio que atingiu o Mato Grosso do Sul na semana passada provocou a morte de 2.927 cabeças de gado (0,02% do rebanho estadual), em 15 municípios do sul do Estado, segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal de Vegetal (Iagro). As autoridades afirmaram que as mortes não têm relação com a febre aftosa, apesar das localidades estarem dentro da Zona de Alta Vigilância Sanitária (ZAV).
"Nossas equipes têm visitado as propriedades rurais afetadas e orientado os produtores quanto aos procedimentos de enterro das reses mortas. Além disso, têm informado aos produtores para observarem os animais que sobreviveram, de forma que prestem assistência médico veterinária a tempo, caso haja sintoma de doenças respiratórias", disse a diretora da Iagro, Maria Cristina Carrijo.
Segundo Carrijo, a maior parte dos animais mortos pelo frio são da raça Nelore, tinham entre 8 e 12 meses e haviam sido separados das matrizes há poucos dias, o que provoca estresse nos animais. A época, que é de seca na região, também diminui a oferta de alimentos na região e dificulta o acúmulo de gordura.
Preço estável
A diretora da Iagro afirma que não há possibilidade de alta no preço da carne. "Mato Grosso do Sul tem 20 milhões de cabeças de gado. Nós sentimos muito pelos produtores afetados, mas o número de animais mortos não chega a 0,02% do rebanho do Estado, então não refletirá na economia. E mais: trata-se de gado magro, que não vai para o abate em curto prazo".
As maiores perdas foram registradas em Caarapó, onde morreram 700 reses. Em Ponta Porã, foram 523 e em Antônio João, 300. Amambai perdeu 270 animais e Itaquiraí, 267.
Perdas na região
As autoridades veterinárias do Paraguai, país que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul, informaram hoje a morte de 2.089 cabeças de gado bovino nos últimos dias em consequência da onda de frio. "A mortandade parou e os resultados de testes de laboratório nos indicam que não existe nenhum microorganismo patogênico atuando ou causando algum tipo de epidemia", disse o diretor interino do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), Gerardo Bogado.
Bogado calcula que as perdas para o setor pecuarista, a segunda principal fonte de renda da economia local, chegam a US$ 700 mil, levando em conta que a maioria dos animais mortos é de bezerros.
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