
Intitulado “Enquanto isso, as mulheres na política”. O assunto mereceu um protesto da deputada Iraê Lucena (PMDB), no plenário da Assembléia Legislativa do Estado e também da presidente da Associação Paraibana de Imprensa, Marcela Sitônio.
Em nota que distribuiu nesta quarta-feira (28) a Assessoria de Imprensa da deputada Iraê Lucena classificou o texto, que foi publicado originalmente no blog do próprio professor, como “de conteúdo pejorativo e depreciativo”. A mensagem, segundo a deputada, se configura num desrespeito à mulher paraibana pelo conteúdo considerado “chulo” e “desrespeitoso”.
Conforme Iraê, a mulher paraibana merece todo o respeito pela luta pessoal que tem travado contra a violência familiar e ainda contra a brutalidade com que é tratada no seu cotidiano. A deputada disse que opiniões como a do professor universitário não expressam, em nenhum momento, o papel da mulher na vida social, política e econômica do Estado da Paraíba.
Mas não foi apenas a deputada quem teve uma reação adversa contra a opinião do professor de Leon.
Para a presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, opiniões que procuram macular a imagem da mulher paraibana precisam ser respondidas à altura.
“A mulher paraibana é uma incansável batalhadora contra as injustiças que lhes são praticadas em casa, na rua ou em qualquer lugar. Não devemos, de maneira nenhuma, aceitar caladas que esse tipo de opinião pejorativa passem a integrar uma opinião comum, como se a mulher paraibana não tivesse vontade própria e nem importância para os diversos segmentos dentro da sociedade em que está inserida”, disse Marcela.
A propósito do comentário de Marcela, postado no próprio blog do professor, este respondeu com o seguinte texto: “Cara Sra. Marcela Sitônio: Estava na biblioteca da abadia d´O Nome da Rosa, o frei Guilherme de Baskerville e seu discípulo Adso de Melk. Eis que um rato passa por entre as estantes dos livros e um dos monges tradutores solta um grito de medo. Todos os monges do recinto caem numa risada frouxa. Eis que adentra ao recinto o Venerável Jorge, monge austero de grande prestígio entre os dominicanos.
Aos gritos, ralha com os monges pela risada à solta. Diz que o riso é próprio dos macacos, próprio do diabo. O frei Guilherme discorda, dizendo que rir é próprio dos homens. O riso é a maior revolução. É salutar rir de si mesmo, desta academia. Rir de nós homens, das mulheres, dos liberais, dos políticos, dos santos. Rir é proposta do meu blog, pois como me descrevo nele "sou apenas um gaiato". O bom humor é saudável. Como pedir uma atitude politicamente correta de Zé Simão, de Millor, de Nani ou Angeli? A API é contra a livre expressão? Este é um blog pessoal, não é um veículo de comunicação em massa.
Temo os politicamente corretos que se comportam como os censores dos tempos de ditadura. Afinal, a censura primeiramente calou os comediantes, depois os artistas. Só depois os professores e os militantes. Muita moral que achei já estar superada.
Com um clique de um mouse é possível escolher entre ler algo ou não. Odeio os politicamente corretos, pois me soam como os monges que envenenaram um livro que falava sobre o riso. Sepultar o riso não me interessa. Adriano, o policamente incorreto.
Aproveitem o dia!”.
O texto publicado pelo blogueiro é o seguinte:
“ENQUANTO ISSO AS MULHERES NA POLÍTICA...
Depois de muita discussão sobre o nome dos vice-governadores, as mulheres paraibanas resolveram participar mais ativamente das decisões políticas do nosso Estado.
Duas frentes se formaram para mostrar a ternura da mulher-macho da Paraíba:
De um lado as Mulheres Pró-Maranhão.
Oriundas de várias facções políticas as mulheres pró-maranhão reivindicam o preenchimento de um espaço vazio pela total incompetência masculina em preenchê-lo. São mulheres batalhadoras que se sentem sozinhas, muitas vezes subindo pelas paredes, sonhando com os atores da Globo ou com os namorados antigos que davam no couro.
Este grupo de mulheres tem duas facções: as que preferem uma política com vibração e aquelas que, mais calmas e religiosas, preferem uma participação ativa, porém sem vibração. As Mulheres Pró-Maranhão com vibração reivindicam uma atitude mais ousada, penetrante e saltadora ao mesmo tempo. As Mulheres Pró-Maranhão sem vibração, por outro lado, lutam por um preenchimento do seu espaço político com uma penetração lenta, porém duradoura.
A luta deste grupo de mulheres reivindica um maranhão democrático, de qualquer forma, de qualquer tamanho e cor. Democracia plena. São mulheres que foram abandonadas por uma partida de futebol, uma rodada de cerveja com os amigos ou por alguma mulher alienada que não tem ideologia política, mas é preenchida na maioria das vezes pelos maridos das mulheres pró-maranhão.
A outra frente de é denominado Mulheres Pró-Coitinho.
Ágeis e engajadas, as mulheres pró-coitinho lutam por algo mais ágil, rápido e eficaz, uma vez que pelas inúmeras atividades, não têm tempo para algo demorado. Seu lema é: um coitinho é rápido, mas a luta continua. Sua plataforma política de ação pressupõe uma rapidinha depois de cada debate político, depois de cada comício, depois de cada discurso.
Levantam muitas bandeiras de luta, mas às vezes esquecem de segurar o pau. São contra qualquer forma de posição que as deixe por baixo. Preferem ficar por cima, comandando tudo, muitas vezes mesmo sem questionar a penetração dos marcos de luta.
Sugestão de drinks:
Mulheres Pró-Maranhão:
1 dose de pau-dentro
1 copo de jurubeba
Agite antes de usar, ops, tomar
Mulheres Pró-Coitinho:
1 copo de cerveja sem álcool
1 copo de suco de clorofila
Se der tempo, tome antes da panfletagem
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