
Alcione é chamada de Marrom, mas esta mulher de voz rouca, que há 61 anos nasceu no Maranhão e virou carioca de coração, poderia também ter um sobrenome para compor o seu apelido e que define muito bem seu talento e estado espírito: Iluminada. É com esta luz própria que a cantora Alcione tornou-se unanimidade nacional, tanto como artista quanto como cidadã, e conquistou milhões de fãs de todas as idades.
Colecionadora de um sucesso atrás do outro, a cantora encanta seus fãs com um repertório que mistura samba de roda, xote, forró, samba de quadra e muito, muito romantismo. A maioria com músicas que falam de paixão, dor de cotovelo, volta por cima e por aí vai. Mas será que a Marrom é assim?
- Não chego a me rasgar por causa de uma paixão, mas quando eu gosto, não gosto mais ou menos, gosto muito. Levo comidinha na mão e tudo mais... Viro uma lady. Mas quem é que nunca sofreu por amor? - pergunta Alcione, que tem um fã pra lá de nobre: o Rei Roberto Carlos.
- Sou a única Marrom que ele gosta - brinca ela, se referindo à cor que o cantor detesta.
Na quinta e sexta-feira desta semana, Alcione vai lançar no Vivo Rio, no Flamengo, Zona Sul do Rio, seu DVD "Acesa", quinto da carreira e o primeiro gravado em São Luis, sua terra natal. E como não bastasse, a cantora ainda concorre pela 19ª oportunidade ao Prêmio de Música Brasileira, quarta-feira, no Teatro Municipal do Rio, como melhor cantora e melhor disco. Destes, ela já faturou 12 troféus.
Se Maranhão foi a terra onde ela nasceu, Alcione diz que o Rio tem um lugar especial no seu coração. Foi aqui que ela se "criou" como artista.
- O Rio é uma paixão! Construí tudo aqui. O Cristo e o povo carioca me receberam de braços abertos e eu só tenho que agradecer - diz a cantora com seu invejável bom humor de sempre.
- Graças a Deus eu sou assim, tenho bom humor o tempo todo. Mas também dou meus ataques quando mexem comigo. Aí rodo a baiana mesmo, incorporo ela e aí é uma luta pra ela subir - conta ela às gargalhadas.
Além do Rio, Alcione também tem outra grande paixão. E foi através dela, aliás, que a cantora construiu sua vitoriosa carreira, que inclui 36 discos gravados, com 27 deles recebendo disco de ouro, cinco de platina, e um de platina duplo por mais de 500 mil cópias vendidas ("Fogo da vida", que lançou o megasucesso "Nem morta").
- Devo muitas coisas ao samba - agradece a cantora, que ano que vem completa 40 anos de carreira.
Vaidosa assumida, mas sem exageros, Alcione revela que demora quase três horas para se arrumar antes dos shows pelo Brasil afora:
- Não sou escrava da moda, mas gosto de me arrumar e de vestir o que me faz sentir bem. Tenho o meu direito de ser perua! E ainda faço meu ritual antes de entrar no palco: rezo, peço proteção pra mim, para os meus músicos, para a minha voz, para que dê tudo certo.
Se no palco e na rua Alcione tem lá suas vaidades, como usar unhas postiças de acrigel (gel de silicone) e mais de 300 tipos de esmaltes, em casa é outro esquema:
- Ih, em casa coloco aquela roupinha velha, com furinho, tipo "mamãe tô na merda", um chinelinho, e pronto! Não gosto de me emperequetar.
Plástica também é outra vaidade que não existe no dicionário da cantora. Lipoaspiração, então, parafraseando o seu grande sucesso, "nem morta"!
- Ninguém vai me cortar! Mas peeling de cristal (no rosto), preenchimento, drenagem linfática e exercícios de hidroginástica, eu faço. De lipoaspiração tenho pavor, Deus me livre! - confessa a cantora.
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