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Seminário discute a importância da arquitetura nas maternidades, nesta sexta

A Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH) – Regional da Paraíba, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza nesta sexta-feira (20), em João Pessoa, o seminário ‘Arquitetura para o Ambiente de Nascer: a história, o conforto ambiental e as transformações das edificações para a assistência à saúde’.

Durante o encontro, arquitetos, engenheiros civis e profissionais da área de saúde vão discutir as contribuições da arquitetura para a qualidade da assistência às parturientes e aos seus bebês antes, durante e após o parto.

O evento, que terá apoio da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), acontecerá das 8h às 18h, no auditório da Associação dos Hospitais da Paraíba, no bairro Torre. “Durante o seminário, também vamos discutir os principais pontos de uma Resolução de Direção Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que regulamenta o funcionamento dos serviços de atenção obstétrica e neonatal.

Apesar da resolução ser de 2008, nem todos os serviços de saúde se adequaram e precisam fazer essas modificações nas suas estruturas físicas”, disse a diretora regional da ABDEH, na Paraíba, Teresa Lira.

O objetivo da resolução nº 36, de 3 de junho de 2008, é estabelecer padrões de funcionamento para os serviços públicos e privados de atenção obstétrica e neonatal, que proporcionem partos humanizados. De acordo com o documento, as maternidades devem disponibilizar quartos PPP (pré-parto, parto e pós-parto imediato), cada um com um leito e banheiro anexo, garantindo a privacidade da mulher e do seu acompanhante durante estes três momentos. Segundo Teresa, todos os hospitais da rede estadual com serviço de obstetrícia, que estão em reforma ou construção, tiveram os projetos arquitetônicos adaptados à resolução.

Adequação dos hospitais - “Tivemos que fazer adequações nos projetos que já estavam prontos para atender a resolução. Nos hospitais que já tinham salas de parto normal e de pré-parto, adaptamos esses espaços para quartos PPP. A quantidade de leitos é definida de acordo com o número de partos realizados em cada estabelecimento”, explicou Teresa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que todos os projetos em andamento devem seguir a resolução. Para os serviços que já funcionam, a orientação é que as modificações sejam feitas quando houver alguma reforma ou ampliação das instalações físicas.

Os quartos PPP se destinam apenas à realização de partos normais. No entanto, os serviços de saúde devem ter, também, centros cirúrgicos para a realização das cesarianas. O Hospital Regional de Itabaiana, que começou a funcionar nesta terça-feira (17), está entre os estabelecimentos da rede hospitalar do Estado que possuem esse tipo de leito.

Os hospitais de Taperoá, Monteiro e Picuí, que estão sendo reformados e ampliados, também terão quartos PPP, assim como os de Mamanguape (em fase de licitação) e Catolé do Rocha (em fase de elaboração de projeto). Na lista consta, ainda, o Hospital Municipal e Maternidade Alice de Almeida, em Sumé, cuja obra é custeada pelo Governo do Estado.

Programação – Após a abertura do evento, programada para as 9h, o arquiteto Fábio Bitencourt fará palestra sobre a ‘Arquitetura do Ambiente de Nascer – aspectos históricos e reflexões’. Às 11h, acontece o painel ‘A arquitetura dos ambientes de saúde – contribuições da arquitetura para a qualidade da assistência’. Às 14h30, será apresentado o painel ‘Arquitetura e humanização em centros obstétricos’, e às 16h, uma palestra sobre o ‘Conforto humano no ambiente de nascer: ruídos, iluminação, calor e umidade, uma pesquisa e seus resultados’.

Às 17h, acontece o coquetel de lançamento do livro Arquitetura – ambiente de nascer: reflexões e recomendações projetuais de arquitetura e conforto ambiental, escrito pelo arquiteto Fábio Bitencourt, e do Manual Prático de Arquitetura para Clínicas e Laboratórios, do arquiteto e professor doutor Ronald de Goés.

Inscrições - As inscrições continuam abertas e custam R$ 25 para os associados da ABDEH e R$ 50 para os não sócios. Os interessados que não tenham tido acesso a ficha de inscrição devem enviar um e-mail para abdeh@abdeh.org.br, fazendo a solicitação. A ficha preenchida deve ser devolvida para o mesmo endereço. Quem preferir, pode se inscrever no dia do evento. Mais informações pelos telefones 3218-7387 e 8841-8747.


Fonte: Redação com Ascom

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