
Nos próximos dias 26 e 27, acontece, no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena,
Na quinta-feira, 26, o curso inicia com o módulo sobre “Necroses Ósseas e Infecção”, ministrado pelo Dr. Gildásio Daltro, coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. A partir das 08h30 o ortopedista vai abordar aspectos sobre infartos e necroses no quadril.
Em seguida ele falará sobre infartos e necroses no ombro, no joelho e na coluna vertebral. A partir das 10h30, Daltro vai abordar os aspectos sobre infecção óssea e infecção articular. Depois o evento prevê meia hora para a discussão.
No período da tarde ocorrerá o segundo módulo sobre úlceras da perna, ministrado pelo Dr. José Valber, também da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. A partir das 14 horas ele falará sobre “Úlceras da Perna X Doença Sistêmica”.
A partir das 15h30 o médico falará sobre o tema “Prevenção das Úlceras na Doença Falciforme” e sobre “Tratamento Conservador das Úlceras na Doença Falciforme”.
Na sexta-feira, 27, no período da manhã, o Dr. Gildásio ministrará um curso prático, que compreende a avaliação de pacientes, exames de imagem, diagnóstico e conduta. No período da tarde, a partir das 14 horas, a Dra. Simone Helena dos Santos de Oliveira fará uma retrospectiva histórica do grupo de prevenção e tratamento de feridas GEPEFE/ PPGENF/ UFPB. Em seguida a médica falará sobre o uso de cobertura com colágeno e aloe vera no tratamento de feridas.
Segundo Gildásio Daltro, as manifestações esqueléticas e musculares da anemia falciforme são comuns e podem levar a uma morbidade grave, as diferentes alterações osteoarticulares atingem até 80% dos pacientes, entre estas manifestações a mais severa é a osteonecrose , principalmente na região do quadril, pela sua posição anatômica e biomecânica.
“Diante dessa situação, torna-se relevante o treinamento específico para as alterações osteoarticulares destes pacientes. No segundo módulo discutiremos a questão das úlceras das pernas, fatores preditivos de não cicatrização, atenção básica e as úlceras complexas, patologia importantes, atingindo o jovem adulto preferencialmente com grande impacto na qualidade de vida e na inserção profissional”, comenta o especialista.
Os pacientes examinados por Daltro e Valber serão portadores da doença falciforme que já manifestam os sintomas iniciais dos problemas a serem tratados durante o curso. Eles foram indicados pela Associação Paraibana dos Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH), que reúne no estado familiares e pessoas com anemia falciforme e talassemia.
Um dos coordenadores da ASPPAH, o jornalista Dalmo Oliveira, passou recentemente por uma cirurgia no quadril esquerdo com o uso de células-tronco realizada pela equipe do Dr. Gildásio, no Hospital das Clínicas da UFBA, em Salvador. “A recuperação é relativamente rápida. Nossa intenção é que a técnica seja repassada para os médicos paraibanos para que nossos associados possam se submeter ao tratamento aqui mesmo”, diz Oliveira.
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