
- Domingão do Faustão - Aventura
“Lawrence Wahba e Haroldo Palo Júnior trouxeram para você neste Domingão Aventura curiosidades sobre um animal que é o maior predador carnívoro do Brasil: a onça! Isso mesmo, neste programa você pode tirar suas dúvidas e ficar por dentro realmente de como vive esse bicho e como ele se comporta.
Durante o quadro, João Victor, mineiro que estava passeando pelo Pantanal, entrou ao vivo para falar com Fausto, Lawrence e Haroldo sobre um acidente que sofreu com uma onça. Ele foi atacado pelo animal, que pulou no barco em que pescava e foi para cima dele. Os especialistas explicaram porque isso aconteceu e o que se deve fazer para evitar uma situação dessas”.
Vídeo: http://tvglobo.
- Viagem Pelo Rio Amazonas - Paul Marcoy (1846)
“Um índio Ticuna e sua cara metade haviam saído de casa de canoa para ir a uma plantação que tinham na margem esquerda do Atacuary e lá abastecer-se de raízes. Assim que chegaram à margem, uma onça atacou o homem, que estava na parte dianteira da canoa. Seja que a fera tivesse errado a distância, ou o lodo embaraçado seu salto, aconteceu que ao invés de agarrar os ombros do selvagem, como certamente era sua intenção, ela só o atingiu na cabeça com a pata direita e, com as garras, literalmente escalpou o pobre coitado; este caiu inconsciente e sangrando no fundo da canoa enquanto a onça, com a cabeça fora d’água, a boca aberta e os olhos flamejantes, tentava abordar a canoa. Certamente o teria conseguido, não tivesse a mulher agarrado a lança do marido e, com as duas mãos, enterrado a arma na garganta da fera espetando-a como um frango; o animal caiu na água, debateu-se algum tempo e finalmente sucumbiu à empalação e à asfixia. Tendo-se livrado do inimigo, a mulher, ao invés de cair de joelhos e dirigir ao seu Deus Tupana um - ‘Obrigada, oh meu Deus’, voltou a sentar na canoa, remou vigorosamente para casa e carregou o marido desmaiado para a rede.
O gesto heróico acontecera somente umas duas horas antes da nossa chegada à habitação dos Ticunas, para onde íamos impelidos pela fome. A ‘vírago’ (mulher robusta com estatura e forças de homem), mesmo ocupada em nos preparar bananas e outros alimentos, descreveu o episódio aos nossos homens, sem gesticular ou emocionar-se, como se tivesse sido um simples caso de rotina. Enquanto eu fazia um esboço a lápis da Amazona, a minha hospedeira, cuja habilidade na cirurgia igualava a dos melhores profissionais, embebeu de aguardente o seu lenço de algodão, salpicou-o com sal e o enrolou na cabeça do Ticuna que jazia na rede ardente
- Felinos “Comedores de Gente”
Nas nossas descidas pelos fantásticos caudais amazônicos colhemos, junto às populações indígenas e povos ribeirinhos, inúmeros relatos de ataques de onças a seres humanos. As “comedoras de gente” que foram capturadas após os ataques tinham alguns pontos em comum: eram velhas, fracas, aleijadas ou doentes demais para caçar animais silvestres ou, em alguns raros casos, seu habitat tinha sofrido a ação predatória do nativo e afugentado suas presas naturais.
No Programa referenciado, a alimentação dos animais, para que sejam mais facilmente avistados pelos turistas, vai torná-los mais lentos e menos aptos para desempenhar suas atividades predatórias e, raramente, os levarão a atacar seres humanos como foi mencionado. É uma colocação falsa, simplista, que mostra total desconhecimento da psicologia felina e dos relatos históricos de ataques anteriores destes animais. A realidade é que, depois de comprovar a vulnerabilidade de seu novo “alvo”, ela poderá se tornar especialista trazendo perigo para qualquer indivíduo que adentrar no seu território.
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