
Pelo comunicado de imprensa, a ministra de Justiça boliviana, Nilda Copa, apresentará denúncia contra o colunista Ivan Castro Aruzamen, o diretor do jornal, Edwin Tapia Frontanilla, e o chefe de redação, Antonio Rivera, porque o artigo "ofenda a dignidade" de Morales e de outros funcionários.
Em sua coluna de quarta-feira, Aruzamen se referiu a Morales como "feto" de "nome Lucifer" e a seu vice-presidente, Álvaro García Linera, como uma "mula do demônio".
A ministra disse que Aruzamen cometeu o delito de desacato por caluniar, injuriar e difamar funcionários públicos "com ofensas que não só atingem a dignidade das autoridades, mas de todo o país, pois se trata de autoridades".
O vice-ministro de Justiça boliviano, Hugo Montero, acrescentou que a Promotoria deve determinar se inclui o jornal na investigação porque não deveria "permitir publicar este tipo de colunas" que vulneram a "privacidade, intimidade, honra, imagem e dignidade" que estão protegidas na constituição.
Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a governista Marianela Paco, declarou à imprensa que os termos de Castro "são discriminatórios" e pode ser sancionado penalmente.
Pela legislação nacional, os insultos públicos a uma autoridade podem ser sancionados com quatro anos de prisão, indica um boletim de imprensa da Assembleia Legislativa.
A deputada comentou que um projeto de lei contra o racismo que está em discussão no Congresso aumenta as sanções para casos deste tipo para dez anos de prisão.
Últimas notícias