
O atacante Loco Abreu falou pela primeira vez após discutir com Joel Santana, na vitória sobre o Grêmio Prudente, na quarta-feira passada. No desembarque alvinegro no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira, o uruguaio alegou que sua reclamação após ter sido substituído é comum em seu país e não sabia que isso ia gerar uma repercussão tão grande.
"Aí está a confusão. Costumo falar de situação do jogo. Acho que não dá para fazer aquilo que estou acostumado. Aprendi que costume de cada país são diferentes e tenho de compreender que aqui não se faz", desculpou-se.
Loco Abreu usou até um exemplo recente no futebol brasileiro para exemplificar sua personalidade. Na final do Campeonato Paulista, o meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, se negou a sair de campo em uma substituição.
"Quando o Ganso disse que não ia sair, todo mundo achou legal, ótimo, disseram que tinha personalidade. Como aqui no Botafogo não acontece nada, era o momento para criar uma repercussão maior", afirmou.
Para Loco Abreu, ele e Joel não discutiram. A diretoria cogita multar o jogador em 20% de seu salário, mas a punição ainda não foi decidida. O atacante prometeu não argumentar mais quando discordar de uma decisão do técnico.
"Na verdade, falei com normalidade. Não reclamei da situação. Falei que, para a situação de jogo, achava importante continuar. Ele falou para mim que ele que tomava as decisões, que escalava os jogadores. Aí acabou tudo. Muitos de vocês aproveitam o momento para dar os 25% de aumento. Garanto que para mim é situação normal. São duas pessoas de personalidade, ganhadores e que querem o melhor para o Botafogo", finalizou.
De acordo com o vice-presidente de futebol do Botafogo, André Silva, a diretoria ainda irá avaliar se o incidente foi passível de punição para o atacante.
"Ainda não foi tomada a decisão. Acho que jogador não deve gesticular com a imprensa, o treinador tem o direito de escalar e tirar quem ele quiser. Quando for resolvido, comunicaremos a imprensa", disse André Silva.
A decisão de multar Loco Abreu com 20% de seu salário foi tomada momentos depois da discussão do atacante com Joel Santana, na vitória de 1 a 0 sobre o Grêmio Prudente, na quarta-feira passada. O gerente de futebol Anderson Barros admitiu que o uruguaio iria ser julgado da mesma forma que Herrera e Caio. Os dois atacantes discutiram no início do Brasileiro e foram punidos pela diretoria.
O técnico Joel Santana preferiu não falar sobre o assunto no desembarque. "Hoje não é dia de conversar e sim de festejar. Não precisamos falar muito. Não tem criança aqui", minimizou.
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