Com o fim do prazo de desocupação do espaço ‘Guerreiros de Alagoas’ – localizado ao lado do Memorial da República, no bairro de Jaraguá, em Maceió –, os artesãos têm prazo que expira nesta sexta-feira (03) para cumprir decisão judicial e procurar alternativas de manter a comercialização de produtos vendidos pelos aproximadamente 100 trabalhadores do local.
A ordem é do juiz Paulo Machado Cordeiro, da 3ª Vara da Justiça Federal. E de acordo com a Justiça, caso a determinação não seja cumprida, a União entrará com mandado de reintegração de posse, pois a ocupação é tida como irregular e o prazo máximo de permissão temporária se esgotou.
Em protesto à decisão, os artesãos fizeram uma vigília no espaço. “Esse protesto ‘branco’ é uma tentativa de solucionar nosso problema e garantir o emprego de todos”, explicou a artesã Maria Aparecida Rossato.
Segundo o secretário municipal de planejamento, Marzio Delmoni, a prefeitura de Maceió tentou, por diversas vezes, argumentar em favor dos artesãos, mas com a negativa da União, propôs um espaço alternativo, em reunião nesta manhã. “Nós cedemos a Praça Sinumbu como alternativa imediata até que encontremos um local mais apropriado”, esclareceu.
O grupo foi encaminhado para a área da Marinha após incêndio no 'antigo' Cheiro da Terra, na Jatiúca, onde recebiam os turistas à beira-mar há cerca de quatro anos - quando do incêndio, que, para muitos, teria sido criminoso (apesar de nada ter sido comprovado nesse sentido pela polícia), devido à área em que se encontravam, muito cobiçada pelo setor imobiliário.
Já no início da noite desta sexta-feira (03), a reportagem da Gazetaweb entrou em contato com o secretário Marzio, que explicou ainda não ter sido comunicado, por parte dos artesãos, acerca do início da transferência dos mesmos para a Praça Sinumbu.
"Nós vamos disponibilizar uma estrutura mínima de iluminação, limpeza, além de possivelmente um contra-piso, para que eles tenham condições de vender seus produtos em um ambiente agradável. No mais, a estrutura dos standes terá de ser a mesma já utilizada por eles", explicou o secretário, acrescentando que a promessa foi a de que eles deixariam o local 'gradativamente'.
"Até agora não me informaram nada sobre a real transferência, quando o prazo já se expirou. O acordado pela manhã foi que eles sairiam pacificamente, até para que evitemos uma reintegração de posse", complementou.