
O Festival Aldeia SESC 2011, que acontecerá de 20 a 26 de setembro, trará ao público pessoense, entre os dias 20 e 23 de setembro, no horário das 15 às 17 horas, no Miniauditório do SESC Centro João Pessoa, o Seminário “Cinema e Sustentabilidade”, ministrada pela jornalista e ambientalista Thamara Duarte. Essa oficina tem o propósito de atingir os Comerciários e seus dependentes, estudantes das escolas públicas, alunos de Biologia e Ecologia das universidades, além de ambientalistas, protetores independentes e representantes de ONGs de defesa dos animais e das florestas da Paraíba. As inscrições estarão abertas até 20 de setembro, no Setor de Cultura do SESC.
O século XXI vem sendo marcado pela discussão da sustentabilidade. Uma questão vem predominando nos debates: Como conciliar o desenvolvimento com a preservação do meio ambiente? O seminário “Cinema e Sustentabilidade” vai discutir o tema “O homem e o meio ambiente: uma relação (ainda) possível?”, tomando como base produções recentes do cinema e sua linguagem.
Serão exibidos quatro filmes – um deles, “Sanhauá”, foi realizado na Paraíba -, seguindo-se de debates com ambientalistas e defensores da natureza. As discussões vão trazer à tona as situações flagradas pelas câmeras dos cineastas em várias partes do mundo. São cenas protagonizadas pelo ser humano; situações, em sua grande maioria, de total desrespeito, mas também que revelam os exemplos de respeito e valorização do patrimônio ecológico da Terra, das florestas e animais.
As imagens de destruição do ecossistema chocam os espectadores. Mas, por outro lado, há o envolvimento dos voluntários - homens e mulheres de todas as idades, de todos os lugares do mundo. Eles constroem uma nova história, protagonizando ações que renovam uma esperança: (ainda) é possível construir um cotidiano de harmonia, para os homens, as plantas e os bichos na Terra.
A ideia da oficina é alertar, difundir ações – benéficas e maléficas – para a Terra e proporcionar a troca de experiência entre militantes ecológicos e a população paraibana.
Nos quatro dias da oficina “Cinema e Sustentabilidade” vão ser exibidos os seguintes filmes, seguidos de debates:
Home – O documentário mostra a destruição da Terra como nunca foi vista, num documentário que “bombou” na internet no ano passado, durante as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Debatedores: Plínio Delatorre, Chefe do Departamento de Biologia da UFPB e Paula Frassinete Lins Duarte, da APAN – Associação Paraibana dos Amigos da Natureza.
Uma Verdade Inconveniente – O ex-presidente dos EUA, Al Gore, produziu um documentário único, unindo dados e ações realizadas, nos quatro cantos do Planeta, para tentar salvar a Terra.
Debatedores: O cientista Reginaldo Marinho, que inventou o Construcell (módulo prismático que utiliza o plástico pet nas construções) e o pioneiro na defesa do meio ambiente na Paraíba, Antonio Augusto de Almeida.
Sanhauá – Na tela estará a beleza que começa a ser destruída do Rio Paraíba, nascedouro da capital paraibana. O diretor captou o dia a dia da comunidade do Porto do Capim, que sobrevive da pesca. Um olhar poético e revelador da preservação e também da degradação da região, onde os portugueses desembarcaram em 1585.
Debatedores: Elinaldo Rodrigues, diretor do documentário e a arquiteta Sônia Gonzáles, uma das autoras do projeto de revitalização da área do Porto do Capim.
A Carne é Fraca - No dia 04 de outubro, se comemora, em todo o mundo, o dia dos animais. E, neste documentário, produzido pelo Instituto Nina Rosa, as imagens são impactantes, revelando flagrantes de ações desumanas e cruéis dos que utilizam os animais de estimação para a alimentação. Há, também, referência, ao cotidiano de cães, gatos e animais de tração, que, muito frequentemente, são vítimas de maus-tratos e do abandono por parte dos homens.
Debatedores: Zélia Bora, professora do Departamento de Letras da UFPB e protetora independente, sendo responsável pela campanha de adoção dos felinos e pelo blog “Gatos da UFPB” e Johanns Andrade, presidente da PAV – Proteção Animal e Vegetarianismo. Curadora Thamara Duarte
Thamara Duarte, 47 anos, é apaixonada pelo jornalismo, o cinema e os animais: em particular, os gatos. Desde 1985, é jornalista e pesquisadora. Aos 20 anos, recém formada em Comunicação Social pela UFPB, foi contratada como “repórter especial” em “A União”. No jornal, foi também editora do “Segundo Caderno” e do suplemento semanal “Jornal de Domingo”. Durante mais de cinco anos, foi correspondente da Editora Abril, trabalhando nas revistas “Veja” e “Veja 28 Graus” e realizando pesquisas para o “Guia do Estudante” e “Almanaque Abril”. Assessora de Comunicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP), também escreve para a revista “Edificar”. Participa de palestras e é curadora de oficinas sobre cultura, meio ambiente e patrimônio histórico. Em 2000, foi premiada pela Academia Paraibana de Letras (APL), na categoria reportagem, e publicou o livro “Em algum lugar do passado Potiguara - Remanescentes de Rio Tinto querem preservar sua História”.
No ato da inscrição, os interessados devem doar 02 kg de alimentos não-pereciveis.
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